Curso no Pará – Aprenda Kitesurf
O curso de Kitesurf
O kitesurf é um esporte que pode ser perigoso e até mesmo fatal, se não for praticado de maneira adequada. O primeiro passo é, sem dúvida, fazer um curso com um instrutor profissional em uma escola adequada. Não dá para começar a praticar o kite sem ter uma noção mínima de direção e força do vento.
Os cursos básicos têm em torno de 10 horas/aula e os iniciantes aprendem primeiro a controlar o kite na areia para depois cair na água. O ideal é aprender em uma lagoa ou mar sem onda, com ventos de até 18 nós.
Curso On-line de apoio ao curso prático em: http://www.kitesurfmania.com.br/school.asp (lembre-se kitesurf é um esporte de risco. É obrigatório fazer o curso para praticar o esporte com segurança)
Curso no Pará
Deseja fazer kite ? mande um email para: paulosrl@gmail.com
Força do Vento
A força do vento é avaliada muitas vezes pela aparência da superfície do mar, ou seja, quanto maior o vento, maior o número e a altura das ondulações. A unidade de medida da velocidade do vento mais aceita em todo o mundo é o knot (nó, aqui no Brasil). Um nó equivale aproximadamente a 1, 8 km/h. Confira a relação entre a velocidade do vento, superfície do mar e o velejo.
| Vento | Mar | Velejo |
| 0 – 1 nó | Espelhado | Não dá para velejar |
| 2 – 3 nós | Encrespado | É melhor ir surfar |
| 4 – 6 nós | Pequenas ondulações de 10 cm | Já dá para encher o kite |
| 7 – 10 nós | Ondulações de 30 cm – pequenos “carneirinhos” | É possível velejar com um kite grande |
| 11 – 16 nós | Ondas de 1 metro | É possível velejar com um kite grande e começar a fazer manobras |
| 17 – 21 nós | Ondas de 2 metros | Agora já é possível saltar, mas é melhor velejar com um kite médio |
| 22 -27 nós | Ondas de até 3 metros | Um kite médio possibilitará muitas manobras e saltos altos |
| 28 – 33 nós | Mar grosso – ondas de até 4 metros | Só dá para velejar com um kite pequeno – se você for iniciante, nem vá para a água |
| 34 – 40 nós | Ondas enormes de até 6 metros | Melhor não arriscar.. |
Fonte – Kitesurfmania
Regras de passagem na água
A regra no mar é clara: as embarcações com melhor manobrabilidade são obrigadas a desviar das embarcações que não manobram tão facilmente. Isso faz com que o kite tenha que desviar de quase tudo no mar, com exceção de lanchas e jet skis. Mas, e em relação aos outros kitesurfers?
- quem tem a mão direita no sentido do velejo tem a preferência;
- em função de ser difícil passar a arrebentação, quem está entrando na água tem preferência sobre quem está velejando em direção à areia, mesmo se estiver com a mão esquerda no sentido do velejo;
- quem estiver ultrapassando deve arribar e abaixar o seu kite, enquanto que quem estiver sendo ultrapassado devo subir o kite;
- quem salta perde a preferência, além de ter a obrigação de cuidar para não cair em cima de alguém;
- os kitesurfers que forem pousar devem ceder a vez àqueles que forem decolar;
- quem estiver a sotavento (lado para onde vai o vento) tem preferência sobre quem estiver a barlavento (lado de onde sopra o vento);
- na modalidade Wave, o atleta que estiver surfando uma onda tem preferência de passagem.
Orientações Básicas de Segurança
- Verifique a previsão do tempo antes de velejar. Verifique se há previsão de mudança da direção do vento durante o horário de velejo.
- Verifique como está o horizonte. Observe a entrada de nuvens durante o velejo.
- Observe as marés: no Rio de Janeiro, no geral as ondas crescem quando a maré sobe.
- Verifique se não há tempestades de raio, e se houver, não veleje – o kite pode servir como para-raios.
- Não entre em mar com ressaca, ou com ondas muito grandes se não souber velejar nessas condições. Uma boa vaca nas ondas pode ser uma experiência traumática e inesquecível, se o velejador sobreviver.
- Não perturbe a vida marinha. Não atropele tartarugas, nem gaivotas. Não caia na frente de um tubarão.
- Chapéu e filtro solar contra o sol.
- Roupa de borracha contra o hipotermia, vento, frio e resfriados.
- Colete salva-vidas contra afogamento.
- Capacete contra pancadas na cabeça.
- Óculos para o sol para não queimar a retina.
- Faquinha de gancho para evitar se enrolar nas linhas, e linhas de pesca.
- Leash para não perder o kite.
- Não recomendo usar leash de prancha (estrepe), pois o mesmo pode “estilingar” a prancha em cima do velejador em caso de queda. Prefira o uso do leash “cachorrinho”, e mesmo assim só o conecte a prancha em caso do kite cair na água para evitar se distanciar.
- Em caso de travessias, pode-se levar uma mochila impermeável contendo um telefone celular para contatos de emergência, comida e água potável.
- Velejadores devem evitar áreas populosas, preferindo uma parte mais deserta da praia. Lembre-se: o banhista tem a preferência.
- Escolha um local para decolar / pousar: com área deserta a sotavento (downwind) de 3x o comprimento da linha (75m a 100m de distância) sem banhistas nem obstáculos: se der algum problema, essa é a sua área de segurança para ser arrastado.
- Estique as linhas lateralmente já na posição de decolagem. Conecte o kite pela parte da frente. Muitos velejadores esticam a linha para frente do kite, mas isso causa confusão, já que quando pousam, as linhas ficam esticadas na lateral.
- Antes de decolar / pousar, regule as linhas do bordo de ataque e “cace o kite”, i.e., regule o kite na posição de menor power possível.
- Nota: o termo “caçar o kite” me parece mal-empregado, pois caçar em velejo tradicional significa colocar pressão: caçar a vela significa trazer a retranca junto ao centro do mastro. Em todo caso, como o termo é amplamente utilizado: decole / pouse com o kite caçado.
- Durante a decolagem / pouso, tenha sempre consciência de como acionar o eject, e esteja preparado para utiliza-lo em um piscar de olhos – se necessário.
- Monte seu material e decole imediatamente. Não deixe seu material ao léu – ocupando espaço e sujeito a se enroscar com outros kites. Da mesma maneira, quando pousar, enrole a barra e não deixe as linhas jogadas por aí.
- Prefira decolar / pousar o kite com assistência de algum colega experiente. Comunique-se com o colega-ajudante, para que estejam em sintonia com seus atos.
- Caso não haja algum colega experiente e você não saiba pousar e decolar sozinho. Lembre-se: a responsabilidade é do velejador. Aprenda a pousar e decolar sozinho. Não dependa de ninguém!
- Decole / pouse com o kite apontando para o mar, pois se der algum problema e o kite arrastar o velejador, este irá para dentro d’água, onde não haverá obstáculos para bater a cabeça.
- O momento mais vulnerável do velejo: com o kite no ar, e o velejador ainda em terra. Faça esse momento o mais breve possível: mantenha o kite baixo (10 horas ou 14 horas) e fora da posição de meio-dia. Se uma rajada entrar no kite em meio-dia, há o risco de o velejador sair voando, para cima e para o alto na vertical; enquanto que se a rajada entrar em um kite às 10 horas, o velejador “apenas” será arrastado pela areia na horizontal. Imediatamente entre na agua ou pouse seu kite.
- Aprenda a pousar / decolar sozinho em dias de pouco vento ou com um kite pequeno. Entretanto, prefira sempre pousar / decolar com assistência.
- Respeite as regras do local onde você vai velejar. Caso seja um visitante, converse com velejadores locais sobre as regras da praia.
- Faça uma seção de alongamento antes e depois do velejo. Caso não seja possível alongar antes devido a fissura, certifique-se de alongar-se depois do velejo.
- Observe como estão os outros velejadores – se estão todos dentro d’água ou fora d’água, quais tamanhos de kite, quais as pranchas estão usando, e etc.
- Use equipamento compatível com as condições de velejo. Usualmente cada modelo de kites tem uma faixa de compatibilidade de vento (ex: meu kite de 11m2 tem uma faixa de velejo entre 13 a 20 nós). Entretanto essa informação dos fabricantes pode estar otimista em demasia, e quanto mais perto da faixa alta, mais arriscado. Velejadores principiantes não devem velejar seus kites na faixa alta do vento, mas sim trocar o equipamento por um kite de menor tamanho.
- Não veleje sozinho nem sem supervisão de um grupo.
- Iniciantes devem fazer body-drag (jacaré) até passar a arrebentação, e somente quando estiverem atrás das ondas e seguros colocar a prancha no pé. O mesmo é válido para pranchas de quilha longa, como as de race.
- Quando a queda do velejador ou do kite for inevitável: solte a barra! Manter a barra solta significa permitir o vento passar através do kite. Puxar a barra significa prender o vento no kite, fazendo com que o kite fique na pressão, aumentando a captação da energia eólica pelo kite. Em caso de descontrole, é melhor soltar a barra e deixar a energia passar!
- Quando a queda for inevitável (novamente), tire os pés das alças da prancha, e se possível, chute-a para longe de onde você for cair.
- Respeite o direito de preferência de passagem náutico. Há um capitulo somente tratando deste tema.
- Não veleje para cima dos banhistas. Não se aproxime demais da costa. Respeite os surfistas em suas esperas por ondas. Acidentes com banhistas podem fazer com que o velejador seja indiciado criminalmente por homicídio doloso.
- Muito cuidado com as linhas de pesca de nylon. As mesmas são quase invisíveis, porém cortam como navalhas! caso veja algum pescador com a vara em riste, saia dágua e de a volta por detrás do mesmo, ou vá para o fundo e passe longe do pescador! Nessas horas a faquinha em gancho pode salvar o seu pescoço – literalmente.
- Não de saltos / manobras próximo a outros velejadores / banhistas. Um salto ordinário de kite pode alcançar 5m de altura e 12m. de distancia, sendo um bom salto 10m de altura e 30m. de comprimento. Isso sem contar com os voos do kite.
- Não arrisque manobras novas e radicais muito distante da costa, pois em caso de contingência, o resgate pode ser dificultado.
- Nunca veleje sem o leash do kite. Em caso de eject, você salva o equipamento, e evita que o mesmo saia voando descontroladamente por aí.
- Saiba efetuar o eject facilmente e automaticamente. Pratique o eject, e quebre o tabu. É a sua ferramenta principal de segurança. Treine o eject até este virar parte de seu velejo. Tenha sempre o eject psicologicamente ao alcance imediato de sua mão.
- Caso o kite caia na arrebentação, e você não consiga decolar, tenha muita calma nessa hora! Acione o eject e tome bastante ar. Ejetar o kite miniminiza o risco da vela rasgar com o peso das ondas, porém não evita que o kite te arraste para o fundo. Cuidado: não permita se enrolar nas linhas, pois devido a frouxidão da mesma, esta pode envolver o velejador.
- Caso o kite caia na arrebentação (novamente), cuidado com a prancha que pode vir na direção do velejador junto com alguma onda. Nessa hora, você pode tomar uma pranchada na cabeça ou no olho!
- A cada 2h de velejo, hidrate-se e reaplique o filtro solar.
- Não se distancie demasiado da costa: se der algum problema você pode precisar voltar nadando. Nunca entre em alto-mar sem acompanhamento de embarcações de apoio.
- Caso faça alguma travessia, tenha sempre avisado a alguém para que possa acionar socorro em caso de sumiço. Nunca faça travessias sozinho, mesmo que margeando pela costa.
- Evite emaranhar-se nas linhas do kite a todo custo.
- Velejadores que estão a sotavento (upwind) tem preferência sobre o que estão a barlavento (downwind). O velejar a sotavento deve posicionar a pipa para o alto, enquanto o velejador a barlavento deve posicionar a pipa para perto da lamina d’água, evitando assim cruzar as linhas.
- Quando dois kites se cruzam na mesma raia: velejador com a mão direita na frente tem a preferência. Caso ambos velejadores estejam com a mão direita na frente (sim, é possível), a preferência é de quem está com o kite a bombordo.
- Numa onda, tem preferência o velejador que está mais próximo do ponto onde a onde está quebrando.
- Não há regras internacionais regulando isso.
- Na dúvida, ceda passagem.
- Veja mais aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/International_Regulations_for_Preventing_Collisions_at_Sea
- Tecido do kite.
- Trapézio.
- Barra de comando.
- Linhas da barra.
- Cordão umbilical.
- Cabrestos.
- Roldanas.
- chicken loop.
- Alça da prancha.
- Nós boca de lobo.
- Bexigas e bicos.
- Quilhas da prancha /copinho.
- Leash.
- Ana França. “HowStuffWorks – Como funciona o kitesurf”. Publicado em 11 de fevereiro de 2008 (atualizado em 23 de outubro de 2008) http://esporte.hsw.uol.com.br/kitesurf4.htm (01 de novembro de 2011).
- Paulo Felipe Catran Kessler. http://diarioeolico.blogspot.com/2011/05/orientacoes-basicas-de-seguranca.html